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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Entrevista com a doce Lauri - coordenadora da 8ªRT

Fico contente com a iniciativa de vocês. Acredito que somente divulgando o tradicionalismo e a Cultura do nosso Estado é que conseguimos manter acesa esta chama preservando a essência. Desde já me coloco à disposição para o que precisar.
1)–Como é ser coordenadora de uma região que fica na rota dos tropeiros? Como é viver em Esmeralda? Ser Coordenadora da 8ª RT é gratificante. Sinto-me realizada no Tradicionalismo, pois não só Rota dos Tropeiros, como dos Pioneiros do Laço, dos Rodeios Internacionais e da Festa Nacional do Churrasco. Sinto-me Anita de outrora, trazendo a essência, sendo herdeira dos valores e guardiã da cultura. Faço da história do Rio Grande, minha própria história. Não é o título que me faz coordenadora, e sim o comprometimento com a tradição, o amor pelo que é nosso e a certeza de que nada é em vão.Se não vivesse aqui seria o local que escolheria para passar o restante da vida. Cidade pequena, aconchegante, ar puro, pouca violência e a tradição gaúcha ainda não foi esquecida.
2)Hoje há mais participação do jovem no Movimento?Sim. Nota-se grande procura no setor artístico e Campeiro não só dos jovens, mas também de crianças incentivadas por pais e avós.
3)Relate um momento marcante de sua estada no Movimento? Um dos momentos mais marcantes que ficará para sempre em minha memória, foi quando a invernada artística do meu CTG do coração “Pioneiros do Laço”, conquistou o 1º Lugar na categoria juvenil no 28º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. Após 43 anos de trabalho e esforço dedicado a esta Entidade, como prenda, esposa de patrão, patroa, vice-coordenadora e agora como coordenadora, sempre incentivando e colaborando com este segmento, sinto – me vitoriosa.
"Queridos Jovens. Não deixem morrer a tradição gaúcha! Estejam atentos às mudanças, mas não esqueçam os princípios de liberdade, igualdade e humanidade que marcam a cultura e a tradição do povo Gaúcho! É necessário que vocês, jovens, reaprendam a alegria de viver, curtindo as delícias da aurora da vida e saibam que o tempo de vocês, é o de descobrir o valor da amizade e da ternura. Isto vocês encontram dentro de um CTG, Onde passam a cultuar os mesmos ideais".
Mensagem que encerrou a entrevista.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mulheres mineiras e as boas-vindas às mulheres do Sul

Costuma-se dizer aqui em Minas que as coisas são definidas de maneira simples: Ou o trem tá bão ou o trem tá ruim! Mas também costumamos dizer que está “manemenos” é isso mesmo o “nosso” mais ou menos” E para mulher mineira se o “ trem tá bão” é porque a vida está em harmonia, tranqüila; filhos crescendo, estudando, trabalhando, despensa cheia e com muito polvilho e ovos caipira para os deliciosos pães de queijo. marido alegre, reclamando pouco – homem mineiro é reclamão-, casa cheia de amigos e parentes e a saúde está em ordem. Uh! Que trem bão! O Contrário disso o trem ta ruim....muito ruim! E se parte disso foi afetada ai entra o manemenos É claro que estou descrevendo minha mãe, minha avó, tias e primas mais velhas. A verdade é que as mulheres mineiras, como qualquer mulher brasileira atualmente não está só preocupada com o micro-mundo de seu lar. Além desta fronteira elas estão batalhando por reconhecimento profissional, estudando, antenadas com o seu tempo, preocupadas em cuidar da família e principalmente ser muito feliz. Longe de ser somente a lenda romântica da cuidadora da família, ela está antenada com os acontecimentos do mundo, em conhecer e vivenciar culturas diferentes, em construir sua história na sociedade, na política, na economia e em participar ativamente da construção de um mundo mais justo e harmônico. Logicamente, isso tudo, em meio a uma vaidade simples, discreta. Porque ninguém resiste aos apelos dos cremes milagrosos, dos sais de banho que descansam,aos últimos lançamentos das revistas de modas, as viagens pra Paris, Nova York e Grécia...a essa futilidade necessária para enfrentar a loucura de ser mulher nessa vida. E como é bom se enfeitar para o homem amado! Conquistar, deixar ser conquistada, amar sempre como se fosse a primeira grande paixão da vida! Mineira é intensa, gosta de se aventurar, de sair da zona de conforto, porém sem nunca tirar o pé do chão! Como disse, nada diferente de qualquer mulher brasileira: esse poço de contradições de quem precisa enfrentar a vida de frente. Por isso aqui das montanhas de Minas Gerais enviamos toda força e coragem para estas gaúchas que abrem mais um canal de comunicação e quem sabe um dia poderemos, através, do blog oriograndedelas, vivenciar experiências de todas as mulheres deste Brasil. Recebam um grande abraço! Marize Borges Mestre em Educação pela Universidade da Espanha. Querida marize, gracias pelo carinho e pela divulgação. Claro que estamos juntas na defesa da vida e da essência.